domingo, 14 de setembro de 2008


Angiospermas

As angiospermas são plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, órgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução produzem flores, frutos e sementes.
Raiz
Função: a raiz é capaz de promover: a fixação do vegetal ao substrato; a absorção de água e sais minerais; a condução do material absorvido; o acúmulo de diversos tipos de substâncias de reserva.
Origem: a raiz originada diretamente da radícula embrionária chama-se normal e a raiz que se origina a partir de células parenquimáticas do caule ou da folha é denominada adventícia.
Morfologia externa: quando se observa externamente uma raiz podemos verificar: coifa, região lisa, região polífera, região de ramificação e colo.
Anatomia da raiz: a raiz pode ser dividida em três regiões: epiderme, casca ou córtex e cilindro central ou cilindro vascular.
Tipos de raiz
Subterrâneas ou terrestres
Raiz axial ou pivotante: esta raiz apresenta um eixo principal que penetra perpendicularmente no solo e emite raízes laterais secundárias em direção oblíqua. É encontrada entre as dicotiledôneas (feijão) e gimnospermas (pinheiros);
Raiz fasciculada: nesta raiz não há eixo principal; todas as raízes crescem igualmente. Algumas ficam na superfície, aproveitando a água das chuvas passageiras. É característica das monocotiledôneas (milho, capim);
Raiz tuberosa: é uma raiz muito espessa, devido ao acúmulo de substâncias de reserva. A raiz tuberosa é axial quando a reserva é acumulada somente no eixo principal (cenoura, nabo, rabanete) e fasciculada quando a reserva também fica acumulada nas raízes secundárias (mandioca, dália etc.).
Aéreas
Raízes suporte: são raízes que partem do caule e atingem o solo. A sua principal função é aumentar a fixação do vegetal. Aparecem no milho, plantas de mangue, figueiras etc;
Raízes cintura: encontradas em plantas epífitas (orquídeas), crescem enroladas em um suporte, geralmente caules de árvores, Apresentam velame que é uma epiderme pluriestratificada, com células mortas que funcionam como uma verdadeira esponja, absorvendo a água que escorre pelos caules;
Raízes estrangulantes: são raízes resistentes, densamente ramificadas, que se enrolam em troncos de árvores, os quais lhes servem de suporte. Estas raízes crescem em espessura e acabam determinando a morte da planta de apoio por estrangulamento (impedem o cerscimento e a circulação da seiva elaborada). Ex.: cipós, mata-paus;
Raízes tubulares: são raízes achatadas, geralmente encontradas em árvores de florestas densas. Desenvolvem-se horizontalmente à superfície do solo e são bastante achatadas. Além de fixação, estas raízes também são respiratórias. Ex.: figueiras;
Raízes respiratórias ou pneumatóforos: aparecem em plantas que habitam lugares pantanosos, onde o oxigênio é consumido pela grande atividade microbiana, como ocorre no mangue. Na Avicena tomentosa (planta de mangue), estas raízes apresentam geotropismo negativo, crescendo para fora do solo. Os pneumatóforos apresentam poros denominados pneumatódios, que permitem a troca gasosa entre a planta e o meio ambiente;
Raízes grampiformes: são as raízes curtas, que se aderem intimamente ao substrato. Ex.: hera;
g) Raízes sugadoras ou haustórios: são raízes modificadas de plantas parasitas. Estas raízes penetram no caule de uma outra planta e podem estabelecer um contato com o xilema (lenho), de onde sugam a seiva bruta. Neste caso, a planta é chamada semiparasita. Ex.: erva-de-passarinho. Em outros casos, o haustório atinge o floema e passa a retirar a seiva elaborada. A planta, então, é chamada holoparasita. Ex.: cipó-chumbo.
Fonte: www.objetivo.br
ANGIOSPERMA
A classe das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de 230000 espécies.
As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos últimos 100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem como as belas cores outonais das folhas das árvores.
Estas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio terrestre e em contacto com animais.
Caracterização
As características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.
Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora existam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.
Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo micorrízico, o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste modo, o fungo serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a tornaria mais um organismo parasita que saprófito.
Existem cerca de 2800 dicotiledóneas e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que formam estruturas de absorção especializadas - haustórios - que penetram nas células do hospedeiro.
O sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de elementos dos vasos, o que torna o seu xilema mais eficiente no transporte de água.
Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.
A queda das folhas no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas estruturas fundamentais.
As folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.
As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.
A polinização por insectos, atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á sua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença de flores monóicas (o insecto transporta dois tipos de pólen numa única viagem).
A cor das flores é uma das características mais notórias das angiospérmicas, mas no entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas, apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.
A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de pigmentos: flores vermelhas, laranja e amarelas, por exemplo, devem a sua cor a pigmentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas fotossintéticas de muitos outros organismos autotróficos.
No entanto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides (como as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos. Nas folhas estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo a passagem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.
As antocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em meio ácido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.
A taxa reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem sementes com elevado conteúdo em reservas e com menor necessidade de luz para a germinação.
A produção de frutos carnudos e apetitosos permite á planta “utilizar” os animais na dispersão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam frequentemente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham inconscientemente.
O seu sucesso deve-se, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com animais.
Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000 espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente reconhecíveis.
Estrutura da flor monóica
A flor é um ramo modificado, formado por folhas modificadas (férteis e estéreis), formando anéis concêntricos em redor do eixo central de sustentação.
As angiospérmicas podem apresentar flores dióicas ou monóicas.
Uma flor monóica típica apresenta três tipos de órgãos:
órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:
pedúnculo – liga a flor ao resto ramo;
receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais;
órgãos de protecção – órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de protecção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua. Destes fazem parte:
cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado;
corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado;
órgãos de reprodução – folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno:
androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);
gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, dado que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.
Uma flor que apresente os quatro anéis concêntricos (sépalas, pétalas, estames e carpelos) diz-se completa, enquanto uma flor a que falte um dos anéis, seja um anel fértil ou estéril, diz-se incompleta.
Se uma flor apresenta simetria radial diz-se actinomorfa, enquanto flores com simetria bilateral se dizem zigomorfas.
As flores agrupadas em conjuntos formam inflorescências. São exemplos de inflorescências as margaridas e os girassóis. Cada uma destas “flores” consiste em numerosas pequenas flores, organizadas numa base alargada, apresentando um único pedúnculo.

3 comentários:

Kidrock disse...

muito bom thank you ajudou muito em um trabalho

Ana Darze disse...

Me ajudou muuuito a fazer um trabalho de ciêncis da escola. Brigada! Amei o blog! Como faço para segui-lo?

Monique Lima disse...

Muito Bom mais faltou as flores,frutos e sementes, mesmo assim obrigado me ajudou muito.<3